Intercom
Dicas de viagem

Melhores destinos de glamping na Escandinávia

Dinamarca, Noruega e Suécia. O que distingue cada país e quando ir.

Melhores destinos de glamping na Escandinávia
Neste artigo

A Escandinávia é onde o glamping se tornou uma forma normal de viajar, e não uma excentricidade. Há uma razão cultural para isso: na Noruega e na Suécia existe o direito de acesso livre à natureza, que deixa qualquer pessoa caminhar e pernoitar em terrenos não cultivados. Dormir lá fora não é exótico, é hábito.

A Campanyon nasceu nesta região e é aqui que temos a oferta mais antiga. Abaixo percorro os três países, o que distingue cada um e quando faz sentido ir.

Em resumo

Dinamarca: a mais fácil e a mais barata de chegar. Costa, floresta e ilhas, tudo a distâncias curtas.

Noruega: fiordes, montanha e, a norte, aurora boreal no inverno e sol da meia-noite no verão.

Suécia: florestas e lagos sem fim, além do arquipélago de Estocolmo à porta da cidade.

Verão para dias longos, de junho a agosto. Novembro a março para aurora boreal no norte da Noruega.

Glamping na Dinamarca

A Dinamarca é o país mais acessível dos três, e o mais simples para uma primeira viagem. É pequeno, plano e não há um único ponto a mais de cinquenta quilómetros do mar, o que muda o tipo de estadia que encontras.

No norte, na Jutlândia, tens dunas, praias imensas e vento atlântico. Na Zelândia, a uma hora de Copenhaga, há floresta cerrada e, na ilha de Møn, as falésias brancas e o céu noturno mais escuro do país. Na Jutlândia central ficam o Parque Nacional de Thy e as colinas de Mols Bjerge, que são o mais perto de montanha que a Dinamarca tem.

Depois há as ilhas: Langeland, Ærø, Samsø e Bornholm, esta última mais quente no verão do que o resto do país e com uma natureza só dela. Se queres água de todos os lados, é por aí.

Glamping na Noruega

A Noruega é o país onde a paisagem faz o trabalho todo. Os fiordes, as montanhas e a escala das coisas dão a uma noite ao ar livre uma dimensão que não encontras mais a sul.

À volta de Oslo e no Innlandet tens floresta calma, lagos e as casas na árvore da zona de Brumunddal, e é a região mais fácil de alcançar. Na costa oeste ficam o Hardangerfjord e o Sognefjord, onde acordas com vista para a água e para a montanha ao mesmo tempo. A sul, à volta de Kristiansand e Arendal, fica a costa de verão dos noruegueses, com arquipélago e um clima surpreendentemente ameno.

E depois há o norte. As Lofoten, os Vesterålen e Troms são outra categoria. No inverno, a aurora boreal é o motivo da viagem, entre novembro e março. No verão, o sol não se põe. É a única parte desta lista que recomendo a toda a gente ver pelo menos uma vez.

Rede numa varanda com vista para a água na Escandinávia

Glamping na Suécia

A Suécia é o país das florestas e dos lagos, e da sensação de que há sempre mais espaço adiante. É também o mais fácil de combinar com uma cidade: o arquipélago de Estocolmo tem milhares de ilhas e começa a meia hora do centro.

Na Escânia, a sul, a paisagem é outra: campos abertos, castelos antigos e costa em toda a volta, com Österlen a juntar arte, restaurantes e mar. Na costa oeste, o Bohuslän é de granito liso e ilhas, a paisagem mais fotografada do país. Na Dalarna, mais a norte, chegam as florestas profundas e os lagos silenciosos à volta do Siljan. E na Småland há milhares de lagos, o Vättern junto a Jönköping e o Reino do Vidro no meio da floresta.

Para quem vem de Portugal, a Suécia é provavelmente o melhor sítio para perceber o que o direito de acesso livre à natureza significa na prática.

Perguntas frequentes sobre glamping na Escandinávia

De junho a agosto, para dias muito longos e temperaturas amenas. Maio e setembro têm menos gente e continuam confortáveis. Para aurora boreal no norte da Noruega, vai entre novembro e março e escolhe uma estadia com aquecimento a sério.

No norte da Noruega, sobretudo nas Lofoten, nos Vesterålen e em Troms. É preciso céu limpo, escuridão e alguma paciência: são vários dias no mesmo sítio que aumentam as tuas hipóteses, não uma noite.

No verão, não. As noites são frescas e uma camada extra resolve. No outono e no inverno, procura estadias com salamandra a lenha ou aquecimento, que é a norma na região. Muitos alojamentos nórdicos estão preparados para funcionar todo o ano.

Na maioria dos casos sim, sobretudo na Noruega e na Suécia, onde as distâncias são grandes. Na Dinamarca dá para fazer bastante de comboio e bicicleta, porque tudo fica perto.

É mais caro, em especial na Noruega. Em contrapartida, os consumos, a roupa de cama e a limpeza estão incluídos nas estadias da Campanyon, e cozinhar no alojamento em vez de comer fora todos os dias faz uma diferença grande no total da viagem.

Escolhe o teu país nórdico

Se é a primeira vez, começa pela Dinamarca: é mais barata, mais perto e mais fácil de organizar. Se vais atrás de paisagem, é a Noruega. Se queres floresta, lagos e silêncio, é a Suécia.

Boa viagem. Um abraço do Magnus